Há tanto tempo que não escrevia, e a vida já mudou tanto...
A primeira mudança tem a ver com o facto de ter começado a trabalhar. Fiquei à espera que me chamassem do meu antigo emprego, depois das férias, mas como isso não aconteceu, decidi pôr mãos à obra, porque o dinheiro que tenho não iria durar para sempre e já estava farta de estar em casa sem fazer nada. Inscrevi-me numa agência na sexta, logo nesse dia fui à entrevista e na segunda comecei a trabalhar - daí não entender como é que pessoas novas dizem que é difícil arranjar emprego, porque sempre que procurei encontrei logo. O que é difícil, isso sim, é arranjar um emprego de jeito, e mais difícil ainda a fazer uma coisa de que se goste. O meu emprego não é de jeito, não gosto, mas o horário é o que mais me convém (só segunda a sexta) e este mês é de formação, por isso vou aguentar até onde puder, que o dinheiro é bem preciso. Pelo lado positivo destaco os meus colegas que são uns queridos, gosto imenso deles, e como estas duas semanas tenho sempre andado com eles, por ainda estar a aprender, tem sido bastante agradável passar as horas de emprego na conversa. Infelizmente, a partir de segunda isto vai mudar, espero não começar a detestar mesmo aquilo.
Ironicamente, esta semana ligaram-me a convidar para voltar ao meu antigo emprego, que eu tanto adorava mas que agora pergunto-me a mim mesma se ainda é algo que eu deva fazer. Fiquei super triste quando não me chamaram, mas depois interiorizei que essa época da minha vida já tinha passado e que estava na altura de virar a página e começar a fazer coisas novas, daí que agora tenha dúvidas, e sinceramente, já nem me apetece muito. Mas como o outro emprego não é muito certo (os contratos de trabalho apenas duram um mês), penso que vou aceitar e vou levar os dois até onde puder. Tento focar-me, ter força, pensar no dinheiro que vou ganhar, mas às vezes vou-me abaixo e só me apetece desistir de tudo, fechar-me em casa, viver de pão e água e quando já nem para isso tiver dinheiro, desistir de viver de vez. Mas são só coisas que me passam pela cabeça e que eu tento ao máximo afastar, e continuo a levantar-me todos os dias, tomar banho, sair de casa e ter coragem para enfrentar o mundo, porque é assim que tem que ser.
Só não consegui fazer isso ontem, tive mesmo que faltar ao trabalho porque estou com uma grande constipação, estava um temporal lá fora e o trabalho implica andar à chuva, coisa que odeio e que nunca me faz nada bem. E foi assim, constipada e a trabalhar à chuva, que passei o meu dia de anos, provavelmente um dos piores que já tive. Pela primeira vez não me senti minimamente entusiasmada, não comemorei, nem sequer fiquei feliz com as centenas de mensagens de parabéns que recebi. Nesse dia só me apetecia estar isolada, não ver ninguém, não falar com ninguém e esquecer-me que fazia anos. E pergunto-me se isto é por estar a ficar velha ou se é por estar a passar por uma fase de isolamento, segundo o meu horóscopo. Prefiro a segunda hipótese, porque é passageira, enquanto que a primeira só tende a piorar.
Por outro lado, agora tenho tv cabo em casa, finalmente, e redescobri os prazeres de fazer zapping, o que aliado a este tempo ainda me dá mais vontade de estar em casa. Ainda bem que é fim-de-semana...
Guess your dreams always end...
Guess your dreams always end, they don't rise up just descend
sábado, 9 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Red!

Hoje fui ao cabeleireiro (finalmente!!) e mudei a cor do cabelo (finalmente!). Na foto não se nota, deve ser da porcaria da luz, mas estou ruiva, ruiva, finalmente livrei-me daquele ruivo louro que já não podia ver à frente. OK, só escureci um tom, mas gosto muito mais assim. Ao menos isso. Está é um bom palmo mais curto do que o que estava, e eu não pedi isso, mas whatever, não é daí que vem mal ao mundo.
Entretanto, o aperto no peito não desapareceu, nunca desaparece, mas estou a tentar ter calma, e pensar mais como os Beatles - there will be an answer, let it be.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Vida tão só, vida tão estranha
Nem sei por onde começar. Sinto-me tão triste hoje. Dói-me o corpo e a alma. Não encontro palavras para exprimir esta solidão, este desespero mudo, este aperto no peito que quase não me deixa respirar e que faz com que só me apeteça chorar, gritar, arrancar os cabelos, fazer qualquer coisa para que isto desapareça. Mas como não sei o que fazer fico quieta, com o coração comprimido, as lágrimas quase a saltar, a olhar para as paredes e a pensar porque é que a minha vida é isto, porque é que eu sou assim, o que é que hei-de fazer. Sinto-me perdida, sinto-me inútil, sinto-me uma merda. E só me apetece ficar assim, na cama, a ouvir as músicas mais tristes que encontro, pode ser que assim as lágrimas consigam sair e este nó afrouxe um bocadinho. E isolar-me e nunca mais ver ninguém, porque não adianta, mesmo estando no meio da multidão sinto-me sozinha. Sinto que ninguém me compreende, como sentia quando era miúda, mas também quem é que pode compreender esta angústia que nem eu mesma sei de onde vem? Não encontro posição, dói-me tanto o peito. Além de tudo tenho medo, medo que este sentimento nunca desapareça, porque mesmo quando estou feliz trago sempre um bocadinho de tristeza na minha alma, é como se fosse uma doença incurável que de vez em quando alivia um bocado para depois voltar a inchar e a doer cada vez mais. Sinto-me presa numa armadilha, tenho medo de nunca conseguir sair, sinto que nunca vou realizar os meus sonhos, que se for a pensar bem nem sei bem quais são. Não durmo bem há tanto tempo, e acordo sempre sem vontade de sair da cama porque sei que não há nada de bom à minha espera. Não sei o que fazer, acho que a única pessoa que me pode ajudar sou eu mesma, mas não tenho forças nem sabedoria para isso. Às vezes queria tanto deixar de existir...
sábado, 18 de setembro de 2010
Também quero...
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Iupiii!
E contra todas as expectativas, voltei a ir à praia! Ontem e hoje! O mar estava fantástico - eu sei que é um cliché, mas nadar no mar faz-me mesmo bem ao corpo e à alma. É como diz aquela frase: "the cure for anything is salt water - sweat, tears or THE SEA".
Agora parece que acabou mesmo, que o tempo vai piorar, vim embora da praia com a consciência que provavelmente não voltarei este ano, mas estou feliz - tive dois diazinhos que não estava a contar e adorei.
Agora parece que acabou mesmo, que o tempo vai piorar, vim embora da praia com a consciência que provavelmente não voltarei este ano, mas estou feliz - tive dois diazinhos que não estava a contar e adorei.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
do Outono
Hoje reparei que às 20:30 já era de noite, o que é mais uma prova definitiva de que o Verão já lá vai (apesar de tecnicamente só acabar dia 22, o mau tempo que se faz sentir no Porto desde meados de Agosto faz com que para mim já tenha acabado há muito tempo). É claro que isso me deixa triste, até porque já declarei aqui o meu amor pelo sol, calor, praia e férias, amor esse que é certamente partilhado pela maioria das pessoas. Apesar disso, sinto-me pronta para o Outono. Sinto-me pronta para comprar roupa nova quentinha (e procurar toda a roupa perdida do ano passado, ugh), sinto-me pronta para finalmente os bares e discotecas abrirem no Porto, e principalmente sinto-me pronta para o meu aniversário, que é daqui a menos de um mês! Apesar de não me agradar ficar mais velha, fico sempre super excitada com a aproximação deste dia! E espero sempre que seja uma coisa espectacular, em grande, e a maioria das vezes desiludo-me; muitas vezes dou por mim a pensar que todos os outros dias do ano são melhores porque não vêm com tanta pressão associada. Mesmo assim não consigo deixar de ficar entusiasmada com a perspectiva de um dia em que eu sou o centro das atenções (sim, sou um bocado narcisista) e em que posso fazer tudo o que me apetecer com a desculpa de que faço anos (sim, sou um bocado infantil). E apesar de ser a uma Quinta (com a treta dos anos bissextos, o Sábado vai-me ser roubado, argh), espera-se uma comemoração em grande, à moda dos ciganos, pois claro!
Além de não poder mais nadar no mar (que assim como assim já não faço desde o início de Agosto, por isso já me habituei à ideia), só há uma coisa que me deixa mesmo mesmo triste no fim do Verão: não poder continuar a usar calções curtinhos. É que este ano, finalmente, consegui ficar com as pernas super bronzeadas (não sei porquê, isto tem sido raro de acontecer), e agora já não as vou poder mostrar! Mas fica aqui prometido: para o ano, mal veja o primeiro raio de sol, vou a correr comprar um bronzeador, vou-me esticar nos jardins do Palácio e vou bezuntar as pernas de dez em dez minutos. Tem que funcionar.
Além de não poder mais nadar no mar (que assim como assim já não faço desde o início de Agosto, por isso já me habituei à ideia), só há uma coisa que me deixa mesmo mesmo triste no fim do Verão: não poder continuar a usar calções curtinhos. É que este ano, finalmente, consegui ficar com as pernas super bronzeadas (não sei porquê, isto tem sido raro de acontecer), e agora já não as vou poder mostrar! Mas fica aqui prometido: para o ano, mal veja o primeiro raio de sol, vou a correr comprar um bronzeador, vou-me esticar nos jardins do Palácio e vou bezuntar as pernas de dez em dez minutos. Tem que funcionar.
sábado, 4 de setembro de 2010
Glee
Não tenho tido paciência para escrever, mas como Setembro é o mês da reentré televisiva, e eu confesso-me uma Gleek ansiosa pela segunda temporada, deixo aqui três dos meus temas preferidos da série:
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